Solitude não é dor
Depois de um tempo, você se acostuma a estar só, o sentido da fala vai atrofiando, mas em compensação os outros sentidos se aguçam.
Os ouvidos ficam atentos, o cantarolar dos passarinhos no fim da tarde ganham novos tons, os olhos ficam mais atentos, as cores das flores ganham novos contrastes, a comida fica mais gostosa, a vida fica mais leve, colorida e doce.
Logo entendemos que a solitude não é um caminho de dor, nem mesmo um lugar para os fracassados. Saber e gostar de estar consigo é uma maneira poderosa de viver.
— Ruan Guimar