eu sinto falta de mim
antes de todos esses buracos no peito
MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE:
A cada minuto
alguém desiste
por se sentir só,
abandonado
ou infeliz.
“Eu percebi agora que morrer é fácil. Difícil é viver.”— Se eu ficar.
Solitude não é dor
Depois de um tempo, você se acostuma a estar só, o sentido da fala vai atrofiando, mas em compensação os outros sentidos se aguçam.
Os ouvidos ficam atentos, o cantarolar dos passarinhos no fim da tarde ganham novos tons, os olhos ficam mais atentos, as cores das flores ganham novos contrastes, a comida fica mais gostosa, a vida fica mais leve, colorida e doce.
Logo entendemos que a solitude não é um caminho de dor, nem mesmo um lugar para os fracassados. Saber e gostar de estar consigo é uma maneira poderosa de viver.
— Ruan Guimar
Não me venha com esse papo de saudade quando foi você quem quis partir..
morrendo na ponta da minha língua,
tudo que eu ainda não falei me sufoca.
Quem eu quero enganar?
Jurando que não te enviarei mais mensagens e depois dessa briga irei sumir e te deixar na solidão. Quem sabe assim você aprende a ser uma pessoa melhor e valoriza todas as minhas tentativas de construir uma relação contigo. Porém, isso tudo é ilusão você já sabe que vou quebrar essa promessa. Não encontro estruturas para resistir a esse teu sorriso que me desarma e me enlouquece. Quebro todos os juramentos que faço na hora da raiva para estar ao teu lado mais uma vez. Tudo culpa desse perfume barato, essa pose de galã e do seu toque que é capaz de me levar ao paraíso. Teu beijo incendeia meu corpo que deseja o aconchego dos teus braços. Mesmo jurando, gritando para todos que essa é a última vez, não é, e eu sempre volto.
Taquigrafia reencontrou Florejus.
“Escrever é tão perigoso. Quem já tentou, sabe. Perigo de mexer no que está oculto - oculto em suas raízes submersas em profundidades do mar. Para escrever tenho que me colocar no vazio. Perigo de se render as ciladas das palavras: as palavras que digo escondem outras - quais? Talvez as diga. Escrever é uma pedra lançada no fundo do poço.”— Clarice Lispector.